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26 de set. de 2011

Urbanismo de Alto Impacto

Por Adriano Diogo

Grandes impactos urbanísticos ocorrem diariamente nesta cidade. Embora importante e necessária, a obra do monotrilho representa um impacto gigantesco para a população. Ficamos meses e meses – quase anos – discutindo que não deveria ser monotrilho e sim Metrô.

Exaurimos os argumentos, mas não convencemos o governo do Estado que a diferença de custo seria ínfima, para um modal que nasceria totalmente saturado, vista as carências da região.
Estamos diante da reclamação unânime da população diante o corte de 185 árvores da antiga fábrica das Linhas Corrente, no Jardim Independência e, o pior: diante do relatório enviado pelo Metrô para compensação ambiental, assinado pelo Sr. Paulo Sergio Amalfi Meca.

O sentimento é de perda irreparável e a população está indignada. No Parque São Lucas houve uma grande mobilização. Outra corrente defendia a conservação das dependências do antigo clube da fábrica inglesa, com campo de futebol gramado, piscina e salão social. A onda pelo verde na região tem fortes razões. O São Lucas tem irrisórios 2,87 m² de área verde por habitante (a ONU recomenda o mínimo de 12m²/habitante).

Quanto à compensação ambiental, é uma vergonha. Segundo relatório do Metrô, haverá o plantio de 341 mudas de 7 cm de diâmetro na área interna e 852 mudas idênticas, para a área externa. Haverá, também, o plantio de mudas ou obras de requalificação referente a 576 mudas de três cm de diâmetro, incluindo, ainda, a conversão de 2.398 mudas em obras e serviços no entorno. Compensação vergonhosa, mal descrita e pífia.

Por outro lado, o impacto – tanto do corte de árvores, onde será a futura estação, como ao longo da avenida – será gigantesco. Devemos entender que os impactos desses empreendimentos não são mitigados por ações sociais, nem econômicas, nem de convivência.

Do ponto de vista do trânsito, o corredor Anhaia Melo é o campeão dos congestionamentos. Quem precisa utilizá-lo, morre de desespero. Este impacto é calculado? Foram feitas rotas alternativas para diminuir tais congestionamentos?

O Círculo de Trabalhadores Cristãos de Vila Prudente solicitou ao Metrô um canteiro abandonado pela linha verde do Metrô para criar um pequeno centro esportivo... Até hoje, anos depois, a resposta não veio. Várias comunidades reivindicam a criação de pequenos parques, como o da Fazenda da Juta, como compensação das áreas do Metrô. Novamente, sem resposta... O maior silêncio.

Conviveremos com a obra do monotrilho por mais de cinco anos. Quais os impactos e suas consequências? Quais modificações ocorrerão na vida das pessoas para o monotrilho chegar até a Cidade Tiradentes? E, quando a população acessar esse meio de transporte, quem vai conseguir embarcar no caminho? Perguntas e mais perguntas... Sem respostas.

* Publicado na Folha da Vila Prudente 23/09/11

15 de set. de 2011

Setembro Vermelho - 17/09

2º Ato – Carreata – Transporte Público, Mobilidade Urbana e Moradia

Dia: 17 de Setembro

Horario: 10hs

Local concentração: Arte na rua do Jd. Damasceno (prox. Ao posto policial).


28 de fev. de 2011

REGULAMENTAÇÃO DO EMPREGO DE ARMAS NÃO-LETAIS




















A violência policial sofrida pelos estudantes durante as recentes manifestações contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo, levanta um tema de fundamental importância para a cidadania e toda a sociedade. É preciso enfrentarmos a discussão da mudança de conduta das forças de segurança do estado frente à liberdade de manifestação e expressão. É inadimissível o emprego da força da forma que foi orientada em um estado democrático de direito, mostrando a falta de preparo para uma atuação que respeite os cidadãos e a constituição, deixando evidente a falta de parâmetros e o despreparo para o emprego e uso das chamadas armas não-letais.
















A justiça de transição para operar de forma satisfatória na consolidação da democracia após uma longa ditadura como a nossa, tem como condição que o Estado Brasileiro atue em várias frentes para realizar uma efetiva mudança e o fortalecimento de instituições democráticas. No Brasil um dos aspectos mais importantes para a construção do Nunca Mais tem sido negligenciado e omitido do debate, ou seja, a visão do inimigo interno permanece inalterada nas forças de segurança que ainda agem contra as manifestações populares como se aqui o regime vivido fosse uma ditadura.

















Temos de ter uma Comissão da Verdade, que possa consultar os arquivos militares, restabelecendo a verdade, apontando o caminho para que o ciclo da impunidade seja quebrado e para isso o Brasil deve cumprir integralmente a decisão da Corte Interamerica sobre o caso Araguaia, como bem demonstrou a OAB encaminhando, por sugestão do Prof. Comparato, ofício à presidenta Dilma, porém devemos também enfrentar o desafio de trazer as estruturas de segurança pública para que atuem dentro do conceito democratico de sociedade em que vivemos, pondo fim à criminalização dos movimentos sociais e da pobreza.




O Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo oficiou a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo para que possamos ter acesso às normas internas e recomendações do emprego de armas não-letais feita pelos comandos das polícias de nosso estado aos seus subordinados policiais militares e da guarda civil, bem como a legislação. Entendemos que uma reformulação da mentalidade e conduta se faz necessária para o avanço e fortalecimento da democracia e passa pelo investimento e melhora das ouvidorias, da educação em direitos humanos junto à tropa, como também na criação de mecanismos de controle social como a regulamentação dos armamentos não-letais, envolvendo as entidades de direitos humanos e toda a sociedade num diálogo por reais mudanças nas forças de segurança em nosso país.

Atenciosamente,

Marcelo Zelic
Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo
Coordenador do Projeto Armazém Memória
http://www.armazemmemoria.com.br/
mzelic@uol.com.br

22 de fev. de 2011

7º GRANDE ATO CONTRA O AUMENTO DAS TARIFAS

Quinta, 24 de fevereiro
17h00min - 20h00min
Em frente ao Teatro Municipal
(Prox. Metrô Anhangabaú e Term. Bandeira).

Passe Livre São Paulo

No dia 5 de janeiro, a passagem de ônibus em São Paulo subiu para 3 reais, tornando-se a mais cara do Brasil. No dia 13, a primeira manifestação contra esse aumento reuniu cerca de mil pessoas no Centro, mas foi duramente reprimida pela PM. Mas o movimento não se calou. Pelo contrário, cresceu: nas semanas seguintes, cinco grandes atos reuniram milhares de pessoas no Centro da cidade.Graças à pressão nas ruas, o movimento conquistou uma audiência publica com o Secretário de Transportes, Marcelo Branco, que aconteceu no dia 12 de fevereiro. Lá, foram contestados os dados das planilhas sobre o aumento – por exemplo, o valor diesel, que estava errado. Foi marcada, então, uma reunião entre pessoas do movimento e membros do Poder Executivo para a manhã do dia 17.

Infelizmente, nenhum representante do executivo compareceu. O movimento se dirigiu para a Secretaria dos transportes, onde recebeu a notícia de que a Prefeitura não estava aberta à negociações, pois a decisão do aumento não era técnica, e sim política!

Tendo recebido a notícia, seis ativista do movimento de luta contra o aumento se acorrentaram nas catracas do prédio da prefeitura. Por volta das 18h da tarde, pouco mais de mil pessoas haviam se reunido do lado de fora do edifício em apoio aos acorrentados. Entretanto, a manifestação na rua foi violentamente reprimida pela PM com gás lacrimogênio, pomba de estilhaço, gás pimenta e balas de borracha.

MAIS DO QUE NUNCA NÃO PODEMOS NOS CALAR! Em Florianópolis e Vitória, a população organizada e mobilizada conseguiu barrar o aumento! A luta tem se mostrado forte e podemos estar prestes a conseguir o mesmo em São Paulo !

DIA 24, QUINTA-FEIRA: TODOS NO TEATRO MUNICIPAL CONTRA ESSE AUMENTO! É POSSÍVEL: VAMOS DERRUBAR ESSA TARIFA ABSURDA!

21 de fev. de 2011

O Egito é aqui e Mubarak Alckmin foi eleito

Nos portais de ontem Vinícius aparecia como ‘manifestante ferido durante protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo‘ e, fotos semelhantes a esta da Agência Estado foram estampadas em vários portais.

Talvez se a vítima ganhar nome, se soubermos quem é, conhecermos um pouco de sua história a violência policial que os governantes de São Paulo fazem uso diário nos tire desta letargia.

Hoje soube, por meio de um e-mail da esposa de Vinícius, que devido às agressões sofridas ele foi internado e passará por uma cirurgia.

O Egito é aqui e Mubarak foi eleito. Os cidadãos de São Paulo estão completamente abandonados. Cadê Ministério Público para enquadrar um prefeito e um governador que lidam com manifestações pacíficas utilizando a Força Tática da polícia militar de São Paulo? Cadê punição para governantes que com o uso da violência institucionalizada levam para a mesa de cirurgia os cidadãos desta cidade?

Segue o mail de sua esposa:

CAROS,
Meu companheiro Vinícius, assistente social, servidor público no município de SP, mestrando em Serviço Social na PUC-SP, militante do PCB e do movimento de saúde foi cruelmente espancado por cerca de 8 policiais hoje, 17/02/2011 em protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo, organizado por vários movimentos sociais. Está internado no Hospital do Servidor Público Municipal e fará cirurgia amanhã. As fotos elucidam o abuso feito pela polícia militar.Solicitamos às organizações e movimentos sociais que encaminhem moções de repúdio às atitudes dos policiais militares e solidariedade ao nosso companheiro, para que tal fato seja investigado e que a polícia militar seja responsabilizada.Abaixo seguem os links das notícias e fotos:
aqui e aqui


As moções podem ser enviadas para o e-mail marxista82@yahoo.com.br
Vanessa Faro Chaves
Esposa, Militante PCB, Asssitente Social


*Por Blog da Maria Frô

23 de nov. de 2010

ATO DAS ESCOLAS CONTRA O AUMENTO DA TARIFA



Quando:
24/11 - Quarta-feira às 12h

Onde:
Concentração no cruzamento da Rua Cardeal Arcoverde com a Avenida Brig. Faria Lima (próximo a estação Faria Lima do metrô)
Largo da Batata