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22 de mai. de 2012

Sábado Resistente - Os Desafios da Comissão da Verdade


Memorial da Resistência de São Paulo
Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva

Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar


SÁBADO RESISTENTE
Dia 26 de maio, das 14h às 17h30

OS DESAFIOS DA COMISSÂO DA VERDADE FRENTE ÀS NOVAS REVELAÇÕES DO LIVRO "MEMÓRIAS DE UMA GUERRA SUJA"

Os crimes cometidos pela ditadura são denunciados há décadas e o País espera  que a Comissão da Verdade seja capaz de construir um relato definitivo,  encerrando essa fase violenta do Estado contra sua população. Periodicamente, surgem agentes da repressão policial militar para contar o que fizeram com os presos e com os desaparecidos, em particular. Essa história sem fim precisa de ações concretas e respostas contundentes  contra as torturas  e  os torturadores, para  que se possa virar a página deste triste capítulo de nossa história e para que nunca mais aconteça.
A última confissão desses crimes foi feita pelo  policial Cláudio Guerra em depoimento  a Marcelo Netto e Rogério Medeiros no livro “Memórias de uma guerra suja”. Sem rodeios, ele conta as muitas barbaridades cometidas pela repressão militar, inclusive com a incineração dos corpos de desaparecidos políticos, ao estilo dos nazistas de Hitler.
No Encontro do dia 26 de maio, o Sábado Resistente traz para o debate o jornalista Marcelo Netto, que por três anos investigou os fatos revelados, o deputado estadual e presidente da Comissão da Verdade Estadual Adriano Diogo e o procurador federal Sérgio Suiama para discutir o papel da Comissão da Verdade  frente a episódios como estes e para buscar respostas a muitas  das questões que inquietam familiares de desaparecidos políticos, militantes de direitos humanos e todos os interessados na construção de um futuro melhor para o País.
Nesse mesmo ato, será lançado em São Paulo o livro “Memórias de uma guerra suja”.

PROGRAMAÇÃO

14h: Boas vindas – Caroline Grassi Franco de Menezes (Memorial da Resistência de São Paulo)
 Coordenação – Ivan Seixas (Presidente do Núcleo de Preservação da Memória Política)


14h15 - 14h45: Cláudio Guerra - fantasia ou realidade? 
 Marcelo Netto (autor do livro)


14h45 -15h15: Comissão da Verdade, um trabalho fundamental para o país
Adriano Diogo – Deputado Estadual e Presidente da Comissão Estadual da Verdade (SP)

15h15 - 15h45: O que se deve fazer com os fatos apurados pela Comissão da Verdade?
Dr. Sérgio Suiama – Procurador Federal de Justiça - Ministério Público Federal

16h00: Debate aberto com o público

16h45: LANÇAMENTO do livro “Memórias de uma guerra suja”


Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Memorial da Resistência de São Paulo e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.

27 de set. de 2011

Benetazzo Presente!

Dossiê de resgate da memória de Antonio Benetazzo produzido por um coletivo de alunos do terceiro ano da E.E. Thomaz Ribeiro de Lima, turmas de 2010, coordenados pela professora Rose Mary Teles Sousa.

13 de set. de 2011

Sábado Resistente: 24 de Setembro

Sábado resistente
24 de setembro, das 10h às 17h30

Quarenta Anos do Massacre de Buritis

Homenagem a Carlos Lamarca, Zequinha Barreto, Otoniel Campos Barreto e Luiz Antônio Santa Bárbara



O Sábado Resistente de setembro vai debater sobre a operação implacável de caça aos militantes instalados na região de Brotas de Macaúbas (BA).
A chamada “Operação Pajuçara” – iniciada em fins de agosto de 1971, que tinha como alvo maior Carlos Lamarca, militante histórico da VPR e destacado comandante da guerrilha urbana no Brasil – transformou a cidade de Buritis em campo de concentração, torturou populares em praça pública e assassinou vários militantes diante dos olhos da população.
O encerramento dessa barbárie terminou em 17 de setembro daquele ano com a execução do Capitão Carlos Lamarca, Zequinha Barreto, Otoniel Campos Barreto e Luís Antônio Santa Bárbara.
Há dez anos, a população local, com a ajuda da Igreja Católica, relembra esse massacre de ‘Buritis Cristalino’, como ficou conhecido na região, com missas, inaugurações de monumentos e eventos populares. Comemoram-se, a cada ano, o espírito tenaz e resistente dos que ousaram lutar contra a ditadura militar na busca por uma sociedade democrática com justiça social e valores humanitários.
Venha conhecer um pouco mais a respeito desta chacina ocorrida há exatamente 40 anos e outras repercussões dessa luta de resistência.
No encerramento, será feita uma homenagem especial a Carlos Lamarca, comandante da VPR.

PROGRAMAÇÃO
10h00 – Boas vindas de Kátia Felipini (coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo)
10h15 – DEBATE “A Militância Clandestina contra a Ditadura”
Coordenação: Ladislau Dowbor - professor titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, dirigente da VPR, foi preso e libertado em 1970 na troca pelo embaixador da Alemanha (terceiro vôo da liberdade). Tem diversos livros publicados e é consultor da ONU
Participação:

- Roberto De Fortini - operário italiano, militante da VPR, preso e libertado na troca pelo embaixador da Suíça (quarto vôo da liberdade), Assessora atividades e cooperativas de agricultura familiar e tem diversas experiências de economia solidária.
- Aluizio Palmar - brasileiro, jornalista, militante político, preso em janeiro de 1969, libertado e banido em janeiro de 1971 pela troca do embaixador da Suíça (quarto vôo da liberdade), integrante da VPR. É autor do livro “Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?”
- Dolantina Nunes Monteiro - brasileira, gaucha, camponesa, exilada política desde 1971, ativista de movimento feminista e popular na Argentina.
- José Carlos Mendes - militante da VPR, exilado político de 1971 a 1979.
11h30 – Depoimentos de militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR)

INTERVALO

14h00 – Boas vindas de Kátia Felipini - coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo
Apresentação e Coordenação de Ivan Seixas - Núcleo de Preservação da Memória Política
14h30 – Exibição do documentário “Massacre de Buritis”, de Maria das Graças Sena
15h00 – Palestra de Roque Aparecido Silva, diretor do Instituto Zequinha Barreto sobre os eventos deste ano em Brotas de Macaúbas
15h30 – Debate
16h30 – Apresentação musical
17h00 – Homenagem a Carlos Lamarca

Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Memorial da Resistência de São Paulo e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano

7 de jul. de 2011

Coronel Ustra será confrontado com testemunhas da morte do jornalista Merlino

Finalmente Ustra será confrontado com as testemunhas da morte do jornalista Merlino
Embora já tenha sido condenado em primeira instância e declarado torturador na ação movida pela família Teles, em 2007, o coronel reformado do Exército brasileiro, Carlos Alberto Brilhante Ustra havia conseguido paralisar e fazer extinguir o primeiro processo movido pela família do jornalista Luiz Eduardo Merlino, em 2008, valendo-se de um artifício jurídico acatado pelo Tribunal de Justiça.



Desta vez, neste segundo processo, ele tentou a mesma coisa mas não conseguiu. O juiz da causa marcou para o dia 27 de julho próximo, às 14h30, no Fórum João Mendes, no centro de São Paulo, a audiência das testemunhas na ação movida pela família de Merlino, acusando o cel. Ustra de responsável pela morte sob tortura desse jornalista, em julho de 1971, nas dependências do Doi-Codi.



No mês em que se completam 40 anos deste assassinato serão ouvidas testemunhas que presenciaram a tortura e morte de Merlino, como os ex-militantes do POC (Partido Operário Comunista), organização na qual Merlino militava, Otacílio Cecchini, Eleonora Menicucci de Oliveira, Laurindo Junqueira Filho, Leane de Almeida e Ricardo Prata Soares, o ex-ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo de Tarso Vanucchi, e o historiador e escritor Joel Rufino dos Santos.



Entre as testemunhas de defesa arroladas por Ustra, que serão ouvidas por carta precatória, estão o atual presidente do Senado e ex-presidente da República, José Sarney, o ex-ministro Jarbas Passarinho, um coronel e três generais da reserva do Exército brasileiro.



A ação por danos morais está sendo movida pela irmã do jornalista, Regina Merlino Dias de Almeida, e por sua ex-companheira, Angela Mendes de Almeida, e é subscrita pelos advogados Fábio Konder Comparato, Claudineu de Melo e Aníbal Castro de Souza.



Merlino era jornalista, começou muito jovem, trabalhando no Jornal da Tarde e na Folha da Tarde, bem como no jornal alternativo de esquerda, Amanhã. Era militante do Partido Operário Comunista (POC) e havia aderido à Quarta Internacional um pouco antes de sua morte, com a idade de 23 anos.



JUSTIÇA PARA MERLINO
COLETIVO MERLINO



Audiência testemunhas da ação contra o coronel Ustra
Dia 27 de julho, às 14h30
Fórum João Mendes, Praça João Mendes, Centro de São Paulo

10 de mai. de 2011

30 anos do atentado do Riocentro




A história tem 30 anos e ainda provoca medo e arrepio. Duas bombas explodiram no Riocentro na hora em que milhares de pessoas assistam a um show, em comemoração ao Dia do Trabalho.

18 de abr. de 2011

Rubens Paiva, desaparecido desde 1971

Curta documentário sobre a história de Rubens Paiva, engenheiro civil e político, desaparecido durante a ditadura militar no Brasil. Filme realizado para a exposição "Não tens epitáfio pois es bandeira", em cartaz no Memorial da Resistência de São Paulo, na Estação Pinacoteca. A mostra está aberta até o dia 10 de Julho.

Rubens Paiva, desaparecido desde 1971 from Confraria Produções on Vimeo.