17 de dez de 2010

Ditadura sanguinária prendeu 700 estudantes há 42 anos

No dia 17 de dezembro de 1968, cerca de 700 estudantes da USP foram presos no CRUSP, aproximadamente às 17h. 4 dias depois do AI-5.

Foi um horror. A polícia cercou os prédios às 5 horas da manhã. Ninguém podia se alimentar. Água e luz foram cortadas.

Cerca de 30% eram mulheres. Todos foram levados para o presídio Tiradentes e lá, permaneceram até 30 dias incomunicáveis.

Foi um horror. Não puderam voltar para pegar seus pertences.

Walter da Silva, nosso companheiro do PT, fazia história e foi acusado pelos caguetas por 2 crimes, isso marcou profundamente sua vida, trazendo sérios prejuízos, sendo impedido anos depois de ser o diretor do CPUSP.

Quando saiu de lá, não pode buscar seus pertences e ficou perambulando pelas ruas de Pinheiros sem dinheiro, até arrumar um lugar para morar.

Hoje ele é o grande articulador em manter viva a memória do CRUSP contra os cães da ditadura.

Esse é um testemunho para que todos se lembrem dos 700 companheiros presos nessa data e que tiveram suas vidas marcadas, mas adquiriram força e resistência que nos passam até os dias de hoje.

Viva a luta do CRUSP. Abaixo a ditadura militar e pela abertura imediata dos arquivos e a responsabilização dos assassinos e dos torturadores.


Adriano Diogo, geólogo e deputado estadual (PT-SP).

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