Blog do Deputado Estadual de São Paulo Adriano Diogo, onde você encontra artigos e as notícias mais relevantes das causas defendidas por ele. Um canal aberto para debatermos questões relacionadas a toda sociedade.
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23 de abr. de 2012
5 de ago. de 2011
1 de ago. de 2011
Abraço solidário às mulheres vítimas de violência doméstica
Em agosto, a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) completa 5 anos de existência. A
Lei Maria da Penha é uma conquista do movimento de mulheres e de todos aqueles que
defendem os direitos humanos. Com muita luta, a Lei Maria da Penha foi criada. No
entanto, para a Lei virar realidade, o Estado e principalmente, o Judiciário, precisa criar
as condições necessárias para a sua efetivação.
No Brasil, 10 mulheres são assassinadas por dia! A cada 24 segundos uma mulher
é espancada! Se Lei Maria da Penha fosse aplicada de verdade, teríamos evitado
tantas mortes! As mulheres querem uma vida sem violência! As mulheres exigem que o
Judiciário abrace a causa da violência doméstica! Mas essa luta não é só das mulheres,
essa luta é de todos que desejam um Brasil mais justo!
É um absurdo que no Estado mais rico do país só exista um Juizado de Violência
Doméstica!
(Isso mesmo, somente UM Juizado!) As mulheres sofrem violência em todo Estado de
São Paulo, reivindicamos a criação de mais Juizados para a proteção das mulheres!
Os Juizados de Violência Doméstica estão previstos no art. 14 da Lei Maria da Penha e
devem: (1) julgar questões de família e criminal; (2) ter uma juíza (ou juiz) competente
para tratar da violência doméstica; (3) uma equipe para o acolhimento da mulher,
formada por psicólogos e assistentes sociais; e (4) uma defensora (ou defensor) pública
destinada ao atendimento da mulher vítima da violência. Não queremos Juizados
fajutas, queremos Juizados que possuam toda uma equipe para o acolhimento da
mulher em situação de violência doméstica.
Participe desse abraço solidário!
Exija que o Judiciário não deixe mais mulheres morrerem!
Essa luta é de todos nós!
Onde? Na frente do Tribunal de Justiça de São Paulo (Praça da Sé)
Quando? 4 de agosto, das 12h às 14h.
Promotoras Legais Populares, União de Mulheres de São Paulo, Coletivo Feminista
Dandara da USP, Coletivo Yabá, Cia.Kiwi de Teatro, Marcha Mundial de Mulheres,
Instituto Sou da Paz, Instituto Patricia Galvão, Coletivo Alumiá, Associação de PLPs
Cida da Terra, Articulação Popular e Sindical de Mulheres Negras, Rede Trançando
a Vida de Campinas e Região, SOF – Sempre Viva Organização Feminista, CIM-
Centro Informação Mulher, Associação Marisa Dandara, Rede Mulher de Educação,
Associação Mulheres pela Paz, PROLEG /Santo André, Centro Dandara de Promotoras Legais Populares de SJC, Liga Brasileira de Lésbicas, Projeto Maria, Maria, Agentes
Bem Querer Mulher, Núcleo da marcha Mundial das Mulheres/SJC-Urbanas e rurais/
MST, Observatório da Mulher, AMB – Articulação de Mulheres Brasileiras, Católicas
pelo Direito de Decidir
25 de jul. de 2011
30 de jun. de 2011
14 de mar. de 2011
27 de ago. de 2010
Para salvar a vida: as mulheres no poder
Há uma feliz singularidade na atual disputa presidencial no Brasil: a presença de duas mulheres, Marina Silva e Dilma Rousseff. Elas são diferentes, cada qual com seu estilo próprio, mas ambas com indiscutível densidade ética e com uma compreensão da política como virtude a serviço do bem comum e não como técnica de conquista e uso do poder, geralmente, em benefício da própria vaidade ou de interesses elitistas que ainda predominam na democracia que herdamos.
Elas emergem num momento especial da história do país, da humanidade e do planeta Terra. Se pensarmos radicalmente e chegarmos à conclusão como chegaram notáveis cosmólogos e biólogos de que o sujeito principal das ações não somos nós mesmos, num antropocentrismo superficial, mas é a própria Terra, entendida como superorganismo vivo, carregado de propósito, Gaia e Grande Mãe, então diríamos que é a própria Terra que através destas duas mulheres nos está falando, conclamando e advertindo. Elas são a própria Terra que clama, a Terra que sente e que busca um novo equilíbrio.
Esse novo equilíbrio deverá passar pelas mulheres predominantemente e não pelos homens. Estes, depois de séculos de arrogância, estão mais interessados em garantir seus negócios do que salvar a vida e proteger o planeta. Os encontros internacionais mostram-nos despreparados para lidar com temas ligados à vida e à preservação da Casa Comum. Nesse momento crucial de graves riscos, são invocados aqueles sujeitos históricos que estão, pela própria natureza, melhor apetrechados a assumirem missões e ações ligadas à preservação e ao cuidado da vida. São as mulheres e seus aliados: aqueles homens que tiverem integrado em si as virtudes do feminino. A evolução as fez profundamente ligadas aos processos geradores e cuidadores da vida. Elas são as pastoras da vida e os anjos da guarda dos valores derivados da dimensão da anima (do feminino na mulher e no homem) que são o cuidado, a reverência, a capacidade de captar, nos mínimos sinais, mensagens e sentidos, sensíveis aos valores espirituais como a doação, o amor incondicional, a renúncia em favor do outro e a abertura ao Sagrado.
O feminismo mundial trouxe uma crítica fundamental ao patriarcalismo que nos vem desde o neolítico. O patriarcado originou instituições que ainda moldam as sociedades mundiais como: a razão instrumental-analítica que separa natureza e ser humano e que levou à dominação sobre os processos da natureza de forma tão devastadora que se manifesta hoje pelo aquecimento global; criou o Estado e sua burocracia, mas organizado nos interesses dos homens; projetou um estilo de educação que reproduz e legitima o poder patriarcal; organizou exércitos e inaugurou a guerra. Afetou outras instâncias como as religiões e igrejas cujos deuses ou atores são quase todos masculinos. O "destino manifesto" do patriarcado é do dominium mundi (a dominação do mundo), com a pretensão de fazer-nos "mestres e donos da natureza" (Descartes).
Atualmente, os homens (varões) se fizeram vítimas do "complexo de deus" no dizer de um eminente psicanalista alemão, K. Richter. Assumiram tarefas divinas: dominar a natureza e os outros; organizar toda a vida; conquistar os espaços exteriores e remodelar a humanidade. Tudo isso foi simplesmente demais. Não deram conta. Sentem-se um "deus de araque" que sucumbe ao próprio peso, especialmente porque projetou uma máquina de morte, capaz de erradicá-lo da face da Terra.
É agora que se faz urgente a atuação salvadora da mulher. Damos razão ao que escreveu anos atrás o Fundo das Nações Unidas para a População: "A raça humana vem saqueando a Terra de forma insustentável e dar às mulheres maior poder de decisão sobre o seu futuro pode salvar o planeta a destruição". Observe-se: não se diz "maior poder de participação às mulheres", coisa que os homens concedem, mas de forma subalterna. Aqui se afirma: "poder de decisão sobre o futuro". Essa decisão, as mulheres devem assumir incorporando nela os homens, pois caso contrário, arriscaremos nosso futuro.
Esse é o significado profundo, diria, providencial, das duas candidatas mulheres à presidência do Brasil: Marina Silva e Dilma Rousseff.
[Leonardo Boff escreveu com Rose Marie Muraro Feminino e masculino.Uma nova consciência para o encontro das diferenças (2002)].
* LEONARDO BOFF: Teólogo, filósofo e escritor
Dedicamos esta mensagem a todas às mulheres de luta da Zona Leste de São Paulo:
a Socorro, Maria Brotas, Néia, Léia, Fátima, Da. Neuza, Maria do Carmo, Áurea, Mercedes, Maria, Amélia, Ana Maria, Any, Lurdes, Marisa, Marlene, Terezinha, Rosa, Beti, Carminha, Célia, Francisca, Clara, Conceição, Dalva, Débora, Rafela, Camila, Laina, Deise, Dirce, Dolores, Eliane, Elza, Everaldina, LUIZA ERUNDINA, Fátima, Graça, Samantha, Inês, Irma, Tereza, Luciene, Jéssica, Juliana, Sônia, Cida, Zilda, LedaLuzia, Márcia, Mafalda, Margareti, Nair, Paula, Regina, Maria Alice, Monique, Josefina, Sueli, Monique, Selma, Elma, Cidinha, Nena, Natália... as nossas queridas Mães... as nossas dedicadas Professoras... as Estudantes.... as Trabalhadoras do Brasil.... as MULHERES ANÔNIMAS QUE LUTAM COM ÉTICA E SOLIDARIEDADE... as Lideranças dos Movimentos Sociais... as animadoras das Organizações Sociais da Zona Leste... E você MULHER que acredita apaixonadamente numa Cidade, num Brasil Justo, Igualitário, Humano e Digno para todos e todas...
Elas emergem num momento especial da história do país, da humanidade e do planeta Terra. Se pensarmos radicalmente e chegarmos à conclusão como chegaram notáveis cosmólogos e biólogos de que o sujeito principal das ações não somos nós mesmos, num antropocentrismo superficial, mas é a própria Terra, entendida como superorganismo vivo, carregado de propósito, Gaia e Grande Mãe, então diríamos que é a própria Terra que através destas duas mulheres nos está falando, conclamando e advertindo. Elas são a própria Terra que clama, a Terra que sente e que busca um novo equilíbrio.
Esse novo equilíbrio deverá passar pelas mulheres predominantemente e não pelos homens. Estes, depois de séculos de arrogância, estão mais interessados em garantir seus negócios do que salvar a vida e proteger o planeta. Os encontros internacionais mostram-nos despreparados para lidar com temas ligados à vida e à preservação da Casa Comum. Nesse momento crucial de graves riscos, são invocados aqueles sujeitos históricos que estão, pela própria natureza, melhor apetrechados a assumirem missões e ações ligadas à preservação e ao cuidado da vida. São as mulheres e seus aliados: aqueles homens que tiverem integrado em si as virtudes do feminino. A evolução as fez profundamente ligadas aos processos geradores e cuidadores da vida. Elas são as pastoras da vida e os anjos da guarda dos valores derivados da dimensão da anima (do feminino na mulher e no homem) que são o cuidado, a reverência, a capacidade de captar, nos mínimos sinais, mensagens e sentidos, sensíveis aos valores espirituais como a doação, o amor incondicional, a renúncia em favor do outro e a abertura ao Sagrado.
O feminismo mundial trouxe uma crítica fundamental ao patriarcalismo que nos vem desde o neolítico. O patriarcado originou instituições que ainda moldam as sociedades mundiais como: a razão instrumental-analítica que separa natureza e ser humano e que levou à dominação sobre os processos da natureza de forma tão devastadora que se manifesta hoje pelo aquecimento global; criou o Estado e sua burocracia, mas organizado nos interesses dos homens; projetou um estilo de educação que reproduz e legitima o poder patriarcal; organizou exércitos e inaugurou a guerra. Afetou outras instâncias como as religiões e igrejas cujos deuses ou atores são quase todos masculinos. O "destino manifesto" do patriarcado é do dominium mundi (a dominação do mundo), com a pretensão de fazer-nos "mestres e donos da natureza" (Descartes).
Atualmente, os homens (varões) se fizeram vítimas do "complexo de deus" no dizer de um eminente psicanalista alemão, K. Richter. Assumiram tarefas divinas: dominar a natureza e os outros; organizar toda a vida; conquistar os espaços exteriores e remodelar a humanidade. Tudo isso foi simplesmente demais. Não deram conta. Sentem-se um "deus de araque" que sucumbe ao próprio peso, especialmente porque projetou uma máquina de morte, capaz de erradicá-lo da face da Terra.
É agora que se faz urgente a atuação salvadora da mulher. Damos razão ao que escreveu anos atrás o Fundo das Nações Unidas para a População: "A raça humana vem saqueando a Terra de forma insustentável e dar às mulheres maior poder de decisão sobre o seu futuro pode salvar o planeta a destruição". Observe-se: não se diz "maior poder de participação às mulheres", coisa que os homens concedem, mas de forma subalterna. Aqui se afirma: "poder de decisão sobre o futuro". Essa decisão, as mulheres devem assumir incorporando nela os homens, pois caso contrário, arriscaremos nosso futuro.
Esse é o significado profundo, diria, providencial, das duas candidatas mulheres à presidência do Brasil: Marina Silva e Dilma Rousseff.
[Leonardo Boff escreveu com Rose Marie Muraro Feminino e masculino.Uma nova consciência para o encontro das diferenças (2002)].
* LEONARDO BOFF: Teólogo, filósofo e escritor
Dedicamos esta mensagem a todas às mulheres de luta da Zona Leste de São Paulo:
a Socorro, Maria Brotas, Néia, Léia, Fátima, Da. Neuza, Maria do Carmo, Áurea, Mercedes, Maria, Amélia, Ana Maria, Any, Lurdes, Marisa, Marlene, Terezinha, Rosa, Beti, Carminha, Célia, Francisca, Clara, Conceição, Dalva, Débora, Rafela, Camila, Laina, Deise, Dirce, Dolores, Eliane, Elza, Everaldina, LUIZA ERUNDINA, Fátima, Graça, Samantha, Inês, Irma, Tereza, Luciene, Jéssica, Juliana, Sônia, Cida, Zilda, LedaLuzia, Márcia, Mafalda, Margareti, Nair, Paula, Regina, Maria Alice, Monique, Josefina, Sueli, Monique, Selma, Elma, Cidinha, Nena, Natália... as nossas queridas Mães... as nossas dedicadas Professoras... as Estudantes.... as Trabalhadoras do Brasil.... as MULHERES ANÔNIMAS QUE LUTAM COM ÉTICA E SOLIDARIEDADE... as Lideranças dos Movimentos Sociais... as animadoras das Organizações Sociais da Zona Leste... E você MULHER que acredita apaixonadamente numa Cidade, num Brasil Justo, Igualitário, Humano e Digno para todos e todas...
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